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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Best Pratices - Static factory

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Ao iniciarmos no conceito da orientação a objetos, muitas vezes não entendemos plenamente como usar a orientação a objetos, ninguém está isento disso, e o maior problema é que muitas vezes as pessoas se fecham a acham que sabem tudo sobre orientação a objetos, ou que apenas por usar uma classe já está usando orientação a objetos, estes são erros comuns, por exemplo veja os programadores que utilizam o Delphi, embora usem objetos, a programação parece ser mais estruturada e a lógica fica dispersa nas ações, o código fica de difícil manutenção.

Geralmente quando ocorre este problema o mais fácil as vezes é reescrever todo o sistema, isto mesmo se você já teve este pensamento, você possivelmente está fazendo alguma coisa errada.

Martin Flower se refere a estes problemas como mal cheiros no código, bem agora iremos abordar exatamente um destes problemas.

A forma mais natural de obtermos uma instância de um objeto é através do uso de um construtor, usado em java da seguinte forma:
Relatorio relContas = new Relatorio();
ao executarmos este código obteremos um objeto chamado relatório, mas uma abordagem como está é pouco flexível, considere que você precisa configurar dados do relatório para que o mesmo seja usado, uma forma de fazer isto é por oferecer a os dados necessários para a classe relatório funcionar, como parametros no construtor, veja o exemplo:
Relatorio relContas = new Relatorio("Relatorio de contas dos clientes",new Date());
repare que agora o nosso objeto relatório é gerado usando parâmetros no construtor, qual o problema desta abordagem? apenas analisando este trecho de código você não seria capaz de dizer o que os parâmetros que estão sendo passados representam, repare que você neste momento teria de fazer uma consulta ao javadoc da classe ou mesmo acessá-la para verificar o que ela está querendo dizer.

Outro problema que temos é que não conseguimos expandir as funcionalidades da classe, repare que se requisermos fazer cache o objeto relatório isto não será possível.

Usarmos uma abordagem como está com certeza (uso do operador new), torna o sistema menos flexível e conseqüentemente de mais difícil manutenção.

Podemos resolver este problema de duas maneiras, usarmos StaticFactorys.

Uma static factory permite você configurar melhor a sua classe e expor também o que você deseja fazer.

Veja o exemplo usando o conceito de static factory:
Relatorio relContas = Relatorio.comTitulo("Relatorio de contas do Cliente");
repare que agora o código parece fazer mais sentido, ao ver esta linha fica claro que você está dizendo qual é o título do relatório.

a classe fica assim:
public class Relatorio{
    ...

    private Relatorio(){}
    
    public static Relatorio comTitulo(String titulo){
        Relatorio rel = new Relatorio();
        rel.setTitulo(titulo);
        return rel;
    }

    ...
}
O uso de static factory method possui as vantagens que se você deseja tornar o objeto um Sigleton, basta modificar a fábrica estática, se você deseja fazer cache de objetos num pool para compartilhar entre as chamadas, uma abordagem como está com toda certeza permite esta flexibilidade.

Posteriormente irei abordar o uso do padrão Builder para a construção de objetos.


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